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Que rumos oferece Bolonha?

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O processo de Bolonha data do final da década de 90 e alterou de forma significativa o ensino, não só em Portugal, como noutros estados-membros da União Europeia.

Aliou a diversificação dos percursos académicos e criou a necessidade crescente de especialização.

A implementação de Bolonha inicia-se informalmente com a declaração de Sorbonne (maio 1998), e arranca oficialmente com a Declaração de Bolonha (junho 1999). O seu objetivo primeiro é
a criação de um "espaço europeu de ensino superior globalmente harmonizado", pode ler-se na página da Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES).

Este processo pautou-se pela promoção da mobilidade junto da comunidade académica (estudantes, docentes e investigadores), bem como assegurar a garantia de qualidade no sistema de ensino superior europeu.

Neste sentido, uma das grandes alterações introduzidas pelo programa foi a facilidade combinatória entre os diferentes percursos académicos, isto é, hoje em dia, é mais fácil a um aluno de engenharia mecânica frequentar um mestrado em filosofia. Esta situação ocorre pela "nivelação" de um sistema de graus académicos, que é facilmente legível e comparável.

A criação de um sistema de créditos académicos (ECTS) transferíveis entre Instituições de Ensino permite, por exemplo, a um estudante tirar um curso num determinado estado-membro da UE e concluir a sua formação num outro. Este sistema, reflexo de um mundo globalizado, trouxe mobilidade e flexibilidade ao mundo académico.

Ciclos de Estudo
Assim sendo, a criação de um 2.º ciclo de Estudos (mestrado) veio oferecer aos estudantes do ensino superior complementar a sua formação de 1.º ciclo (licenciatura), a possibilidade de complementar a sua formação em instituições, áreas do saber ou diferentes países, caso o curso inicial não tenha mestrado integrado.

A licenciatura, dentro do âmbito de Bolonha, define-se como um grau de treino básico científico que pode ser complementado, quer por formação adicional a um segundo nível, dos mestrados, ou até o 3.ºciclo de estudos, como o doutoramento. Existem ainda formações complementares, como cursos de especialização ou pós-graduações, definíveis pelos critérios individuais de cada instituição.

Rumos de Bolonha
Desta forma, a necessidade de especialização, outra face do sistema de educação superior pós-Bolonha, torna-se um imperativo, nos casos em que o aluno diplomado não sinta preparação suficiente para desempenhar determinada profissão.

Nesta perspetiva abrem-se novas oportunidades, se por um lado o aluno quiser integrar de forma imediata o mercado de trabalho ou suspender de forma temporária a sua formação, pode fazê-lo. Por outro tem a possibilidade de integrar o mestrado de continuação ao seu curso, ou então escolher uma outra área por forma a aumentar a transversalidade do seu saber.